Postado dia - 09/03/2021
Continuando a programação da semana da mulher, o SINASEFE – IFTO também compartilha a história de Andreia Castro, Secretária de Qualidade de Vida, Aposentadoria e Seguridade Social do sindicato. Se superação e vitórias vêm acompanhadas de muito trabalho e suor, a secretária se encaixa nesse quesito.
Filha de família humilde, Andreia relembra um pouco de sua jornada antes de entrar no IFTO: “Meu pai abandonou a família com meus quatro irmãos ainda pequenos. Minha mãe, empregada doméstica e com pouco estudo, sempre nos incentivou a estudar para que pudéssemos ter uma vida diferente da sua história. Cresci, me dediquei e consegui passar no vestibular da UFT e durante o período em que fazia faculdade trabalhei como diarista: fazia faxina, lavava e passava roupas e assim consegui me manter durante aquele período”, conta.
A secretária teve dificuldades de ingressar no mercado de trabalho e acredita que o motivo principal seria por causa do gênero: “Muitas vezes recusaram meu trabalho pelo simples fato de eu ser mulher” Para ela, profissionalmente as mulheres vivenciam maiores dificuldades: “Precisamos provar constantemente o nosso valor. Se um homem e uma mulher fazem exatamente o mesmo trabalho, o dela é menosprezado em favor do dele e eu senti muito isso na pele”, relembra.
Na metade do seu curso Andreia conseguiu um estágio remunerado na universidade e ficou até o fim da graduação: “Sempre acreditei que para quem nasceu em uma família pobre o caminho para conseguir melhorar era os estudos. Sonhava em passar em um concurso público; abri mão de muitas coisas e consegui minha aprovação naquele que era meu sonho, no IFTO”, enfatiza.
Dentro do IFTO, sua vida profissional melhorou, mas mesmo assim ela segue lutando por igualdade, por melhores condições de trabalho e de seu espaço como mulher. Andreia faz parte da Direção do SINASEFE – IFTO e deixa uma mensagem para todas às mulheres nessa semana especial:
“A sociedade cobra muito da mulher trabalhadora e, ao mesmo tempo, ignora que nós temos uma carga muito maior do que o homem em relação ao nosso trabalho, nossos estudos, nossa vida social e, principalmente, nossa vida familiar – já que tarefas como cuidar da casa e dos filhos são vistas como uma obrigação somente das mulheres, e com as quais os homens não precisam se preocupar. É bom que exista uma data como o 8 de Março porque, nesse dia, são colocadas em questão todas essas pautas. As pessoas acabam se conscientizando mais de que a mulher é uma parte muito importante da sociedade. Além de termos a mesma capacidade de trabalho dos homens, nós somos proativas e conseguimos fazer várias coisas ao mesmo tempo. E temos muita garra, também, para lutar pelas nossas questões”, finaliza.
Assessoria de Comunicação SINASEFE - IFTO
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