O projeto do Governo Federal FUTURE-SE lançado em Julho de 2019 modifica a forma de administração e financiamento das universidades públicas, com o objetivo de possibilitar a maior capacitação de recursos incluindo a possibilidade de contratação de organizações sociais para dentro dessas instituições.
Para o Secretário de Política Sindical do SINASEFE-Seção Sindical IFTO, Stânio Vieira, quando o programa foi lançado, existia uma visão clara de aniquilar o processo de autonomia das instituições “As universidades, institutos e a educação em geral são importantes questionadores, críticos, e fomentam a liberdade de pensamento na sociedade, então como o atual Governo vem expondo uma visão de ditadura anti-democrática, esse programa tem a intenção de acabar com a democratização interna dessas instituições”, comenta.
Após duras críticas no meio acadêmico sobre o Future-se, o Governo lançou uma nova proposta, com algumas reivindicações atendidas, porém, segue ainda no mesmo caminho de limitar a autonomia das instituições.
“O discurso da nova proposta vem camuflado como interessante, mas em sua essência, ainda se mostra como aniquilador à medida que tem ideias de privatizar esse espaço e minar a autonomia das instituições, valorizando os interesses do mercado”, declara Stânio.
Segundo o Secretário, é necessário observar essa nova versão e suas possíveis consequências para as instituições “A luta continua e devemos estar atentos e mobilizados para a defesa deste patrimônio que é de todos os brasileiros: as instituições federais de ensino”, finaliza.
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Nova proposta do FUTURE-SE continua com o objetivo de limitar autonomia das instituições
Com algumas reivindicações atendidas, FUTURE-SE segue caminho de limitar a autonomia das instituições
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